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O MARP no Gana

"O modelo ganense de realização de auto-avaliação tem, até agora, sido tomado como exemplo para outros países"

Gana foi o primeiro país a completar as cinco fases do processo MARP, o que lhe conferiu um estatuto eminente entre os seus pares como o primeiro país que realizou a revisão. O país recebeu várias honras e reconhecimento das instituições do MARP, do Painel do MARP, da sociedade civil ganense e africana e dos observadores internacionais, por ter conduzido o seu processo de auto-avaliação de forma transparente. O modelo ganense de condução de auto-avaliação tem sido tomado como exemplo de como outros países deviam realizar a sua auto-avaliação, com um Fórum Nacional sem qualquer influência das entidades governamentais do Gana, o que assegurou maior independência na execução das suas actividades e responsabilidades.

Embora o país tenha manifestado grande interesse em conduzir o processo, para a decisão de estabelecer o Fórum fora da influência governamental terá pesado o facto de que na altura da realização do auto-avaliação o país estava nas vésperas das suas eleições, eleições que consequentemente resultariam em algumas mudanças no governo o que naturalmente iria afectar o normal andamento do processo se o Fórum estivesse ligado ao governo. Embora este não tenha sido o factor predominante para a formação de uma estrutura do MARP fora das instituições governamentais, esta decisão só veio conferir maior credibilidade ao processo, uma vez que o Fórum Nacional foi considerado imparcial e sem nenhum interferência governamental no seu funcionamento.